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Mitos e verdades na cirurgia bariátrica

Infelizmente alguns mitos ainda prevalecem quando falamos sobre cirurgia bariátrica. Nesse post a ideia é desmitificar algumas informações errôneas que circulam pela internet e trazer informação com precisão para pacientes e pessoas próximas a quem vai ser submetido a cirurgia.

A seguir Dr. Felipe Rossi responde algumas perguntas?

É verdade que, após um ano de cirurgia, as pessoas voltam a engordar?

MITO. Devemos lembrar que a Obesidade é uma doença crônica que não tem cura. A cirurgia bariátrica faz parte de uma série de tratamentos para a Obesidade e suas comorbidades com excelentes resultados. Infelizmente uma porcentagem de alguns paciente mantem hábitos errados e podem voltar a ganhar peso após a cirurgia. Vale que mesmo aqueles pacientes que voltam a ganhar peso geralmente ainda tem um saldo positivo quando comparado ao peso antes da cirurgia.

Gosto sempre de usar o seguinte exemplo: Você encontra uma pessoa que fez cirurgia  bariátrica e pergunta em relação a perda de peso. A resposta é: “eu pesava 150 kg e hoje peso 120 kg!”. Quando você se aprofunda na pergunta geralmente descobre que: “eu pesava 150kg ….. cheguei a 90kg e hoje estou com 120kg!”. Logo, a cirurgia fez o papel dela e fez esse paciente perder 60kg (o que seria muito difícil apenas com dieta e medicação) porém, devido a manutenção de hábitos errados, esse paciente voltou a ganhar peso mas ainda tem um “saldo” positivo em relação a cirurgia.

É verdade que muitas pessoas tornam-se alcoólatras após fazerem a cirurgia?

MITO. Não existe relação direta entre cirurgia bariátrica, perda de peso e alcoolismo. O que pode acontecer são duas situações:

  1. O paciente já fazia ingesta de grandes quantidades antes da cirurgia e já tinha uma tendência ao alcoolismo e por um motivo ou outro isso não identificado no pré-operatório (geralmente o paciente tenta esconder essa informação).
  2. A outra opção é que devido a perda de peso alguns pacientes podem ter efeitos de embriaguez com uma quantidade menor de bebida alcoólica devido a perda de peso.

Eu li na revista que algumas pessoas passam a comprar tudo que veem pela frente após a cirurgia?

MITO. O que acontece é que devido a perda de peso muitos pacientes precisam comprar novas roupas devido a mudança nas medidas do corpo. Além disso, muitos pacientes ficam mais vaidosos após a cirurgia e isso pode levar a compra de alguns itens.

Eu li na revista que muitos entram em depressão após fazerem a cirurgia. É verdade?

MITO. A maior parte dos pacientes tendem a ter uma melhor auto estima após a cirurgia.

Eu não vou morrer de fome por não poder comer tudo que como hoje?

MITO. Com a redução do tamanho do estômago ocorre algumas mudanças do hormônio da fome e a saciedade acontece com quantidades menores de alimentos. Esse um dos mecanismos que ajudam na perda e posteriormente na manutenção do peso após a cirurgia.

Eu nunca mais vou poder comer hambúrguer, pizza, doces entre outros?

MITO. Depois de um tempo após a cirurgia o paciente volta a poder comer de tudo. Entretanto, ele não deve esquecer dos motivos que levaram ela até a cirurgia. Pode comer sim porem em quantidades menores e sempre com acompanhamento nutricional. Gosto sempre do exemplo: “posso comer doce ou refrigerante ou pizza todo dia? Não pode nem quando pesa 150kg – 110kg – 80kg  ou 60kg” Mudança de atitude e nutricional é fundamental para um bom resultado a longo prazo. A CIRURGIA NÃO É UM PASSAPORTE PARA FAZER COISAS ERRADAS.

É verdade que tem gente que não emagrece?

MITO. Infelizmente alguns pacientes não atingem a meta desejada. Nesses casos é muito comum a falta de comprometimento com a cirurgia.

É verdade que nunca mais vou poder engravidar depois da cirurgia?

MITO. O paciente pode sim engravidar e muitas vezes fica mais fértil após a cirurgia. Entretanto se recomenda que a gravidez ocorra depois de um ano e meio da bariátrica. Gravidez antes desse período não são aconselhadas visto que enquanto a paciente estaria perdendo peso ela teria que nutri um bebê o que poderia trazer uma gestação de risco para mãe e bebê além de poder interferir no resultado final da cirurgia.

Dr. Felipe Rossi CRM 142.064

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